11/04/2022 às 18h42min - Atualizada em 11/04/2022 às 18h42min
Bolsonaro lidera com folga entre pré-candidatos nas redes sociais


Faltando menos de 6 meses para as eleições de outubro, o presidente Jair Bolsonaro (PL) segue liderando com folga em número de seguidores nas redes sociais. Fechou o 1º trimestre de 2022 com 21 milhões a mais que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), considerando Twitter, Instagram e Telegram. Porém, apesar da liderança esmagadora, o petista ganhou mais seguidores no Twitter e no Instagram no período.

Dados da Bites, levantados a pedido do Poder360, mostram que o petista cresceu 14,6% no Instagram. Eis os números de seguidores de Lula no comparativo de 1º de janeiro a 31 de março:

  • Instagram: foi de 3.817.145 para 4.374.859;
  • Twitter: foi de 2.988.087 para 3.244.087 (8,6%);
  • Telegram: foi de 46.472 inscritos para 53.649 (15,4%).

E eis os números de seguidores de Bolsonaro no mesmo período:

  • Instagram: foi de 19.083.548 para 19.542.175 (2,4%);
  • Twitter: 7.210.109 para 7.505.626 (4,1%);
  • Telegram: 1.021.166 para 1.337.550 (31%).
  • Outros candidatos

    Vale citar que só Bolsonaro, Lula e Ciro Gomes (PDT) estão usando o Telegram como canal de comunicação. A Bites afirmou que os demais principais pré-candidatos estão inativos na plataforma ou têm volume insignificante de inscritos, não sendo possível acompanhar a evolução.

    O pré-candidato que registrou o maior crescimento em p.p. nos 3 primeiros meses deste ano no Instagram e Twitter foi Felipe d’Avila (Novo). No 1º, o cientista político foi de 13.776 para 17.891 –um crescimento de 29,9%. Já na rede social da Meta, ele saiu de 35.846 para 50.567, alta de 41,1%.

    O tucano João Doria foi o único entre os principais pré-candidatos à Presidência que sofreu uma baixa no número de seguidores nos 3 primeiros meses deste ano. No Instagram, ele perdeu 4.599 seguidores, uma queda de 0,4%. Também foi o que teve a menor alta no Twitter: subiu só 0,8%.

    O mineiro André Janones foi o pré-candidato que teve a menor alta no Instagram. Passou de 2.044.344 para 2.053.963 –um crescimento de 0,5%. No Twitter, foi de 128.234 para 130.373, alta de 1,7%.

    Ciro Gomes, que está apostando em diversas estratégias digitais, cresceu 3,4% em seguidores no Twitter (saiu de 1.302.546 para 1.346.169) e 2% no Instagram (foi de 1.198.099 para 1.222.377). No Telegram, Ciro, que tenta a vaga do Planalto pela 4ª vez, passou de 19.109 para 19.969, 4,5% a mais.

    A emedebista Simone Tebet cresceu 0,9% no Twitter e 8,1% no Instagram. Foi a 3ª pré-candidata com mais alta no rede social de fotos. O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou em 6 de abril que a intenção do partido “é levar até o fim” a candidatura de Tebet.

    Esquerda está atrasada

    Na avaliação de André Eler, diretor-adjunto da Bites, empresa que monitora redes sociais, o principal destaque dos números descritos acima é que Lula está crescendo em uma taxa alta, o que, segundo ele, era esperado por causa da grande popularidade do ex-presidente. Porém, mesmo com esse crescimento, o petista terá que lutar muito para ameaçar a liderança isolada de Bolsonaro.

    “Bolsonaro cresce em patamar de percentuais mais baixos, mas ainda tem um volume absoluto grande. Ele tem 4 vezes mais seguidores em algumas redes sociais. Isso mostra uma dificuldade para a esquerda de mobilizar as pessoas. E, mais do que isso, é um capital eleitoral que indica que o Bolsonaro terá força quando chegar a campanha para poder voltar a crescer”, afirmou Eler.

    Além disso, André afirma que os números reforçam a “incapacidade” da chamada 3ª via de se colocar na disputa com alguma competitividade expressiva. “Os outros candidatos não conseguem crescer nem em uma base muito menor que a de Lula e Bolsonaro. São candidatos que poderiam alcançar taxas mais altas, porque têm bases menores, mas não conseguem mobilizar nem o próprio eleitorado”.

    Moro & Leite

    Apesar de o ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) e do ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB) estarem neste momento fora da corrida presidencial, o Poder360 compilou os dados dos 2.

    Nos primeiros 3 meses de 2022, Moro cresceu 1,1% no Twitter (foi de 3.351.509 para 3.386.465) e 0,2% no Instagram (saiu de 2.559.963 para 2.563.965). Ele desistiu de ser candidato em 31 de março. No dia seguinte, porém, disse que não desistiu de seu “sonho de mudar o Brasil”.

    O gaúcho Eduardo Leite teve um aumento de 2% de seguidores no Twitter (foi de 203.658 para 207.736) e de 1,8% no Instagram (saiu de 577.038 para 587.420). Formalizou em 31 de março a renúncia ao cargo de governador do Rio Grande do Sul.

    Derrotado em novembro do ano passado nas prévias tucanas por João Doria, Leite mantinha conversas com o PSD e avaliou concorrer ao Palácio do Planalto pelo partido. Ele comunicou a decisão de continuar no PSDB a Gilberto Kassab, presidente do PSD, em 27 de março por telefone.

    Volume de interações

    Bolsonaro também viu uma aproximação de Lula em volume de interações no Twitter e no Instagram. No Facebook, o presidente manteve a liderança disparada. Segundo monitoramento (íntegra – 5 MB) da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da FGV, realizado de 7 de março a 3 de abril, os líderes das pesquisas apresentaram os seguintes dados:

  • Twitter: Bolsonaro teve 2,95 milhões de interações, contra 2,53 milhões de Lula.
  • Instagram: Bolsonaro teve 9,2 milhões de interações, contra 5,9 milhões de Lula
  • Facebook: Bolsonaro teve 10,1 milhões de interações, contra 3,4 milhões de Lula.
  • Outro destaque do levantamento da FGV é a liderança de visualizações no YouTube para Ciro Gomes. O ex-governador acumulou 3,5 milhões de interações no período, enquanto Bolsonaro obteve 1,6 milhão. Desde o ano passado, Ciro realiza em seu canal na plataforma o programa Ciro Games, com reacts, entrevistas e análises políticas.

 

 

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