Donos de bares e restaurantes protestam contra "lei seca" em BH
Um grupo de donos de bares e restaurantes protestou, na tarde desta quarta-feira (9/12), na porta da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), contra o decreto do prefeito Alexandre Kalil (PSD), que suspendeu o consumo de bebidas alcoólicas nos estabelecimentos. Os participantes do movimento listaram uma série de fatores para que a manifestação fosse realizada.
De acordo com os proprietários, mais de 14 mil bares e restaurantes estão sendo prejudicados com o decreto, que entrou em vigor na última segunda (7/12). Eles também argumentaram que mais de 75 mil famílias ficarão sem emprego e que músicos e equipes serão afetados, assim como fornecedores.
"Não somos culpados, não somos transmissores. Somos a favor da fiscalização e não do fechamento", dizia um dos panfletos distribuídos pelo grupo.
O Estado de Minas entrou em contato com a PBH e aguarda retorno.
Decreto
O Decreto 17.484 proíbe o consumo de bebidas alcoólicas em bares, restaurantes e afins. A medida foi tomada para tentar desacelerar os números da COVID-19 na capital, uma vez que, por exemplo, a taxa de ocupação de leitos vem subindo gradativamente.
Além de não poderem vender bebidas para consumo no local, os proprietários de bares, restaurantes, lanchonetes e cantinas não podem admitir que seus clientes bebam nas dependências do estabelecimento, ainda que tenham comprado em outro lugar.
A restrição atinge também as feiras públicas e licenciadas e as praças de alimentação. A administração municipal também suspendeu o licenciamento de eventos gastronômicos, shows e espetáculos, inclusive os requerimentos já protocolados e ainda não respondidos pela prefeitura.
Matheus Adler - Estado de Minas


