11/02/2022 às 17h00min - Atualizada em 11/02/2022 às 17h00min
PR: Vereador que protestou em igreja contra racismo poderá perder o mandato


Após o vereador Renato Freitas (PT-PR) participar de uma manifestação dentro de uma igreja em Curitiba (PR), quatro vereadores da Câmara Municipal da cidade entraram com uma representação à Mesa Diretora da Casa contra o parlamentar petista. O ato contra as mortes do congolês Moïse Kabagambe e de Durval Teófilo Filho foi realizado no sábado (5). As informações são do Uol.

 

Na representação, os vereadores alegam quebra de decoro parlamentar. O documento é assinado por Eder Borges (PSD); Pier Petruzziello (sem partido); Pastor Marciano Alves e Osias Moraes, ambos do Republicanos; além dos advogados Lincoln Machado Domingues, Matheus Miranda Guérios e Rodrigo Jacob Cavagnari.

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar deve ficar responsável por instaurar um procedimento de investigação que pode resultar nas seguintes penalidades: censura pública; suspensão de prerrogativas regimentais; suspensão temporária; ou perda de mandato. O conselho também pode arquivar a representação.

Em nota ao Uol, a assessoria de imprensa do vereador Renato Freitas afirma que os movimentos sociais responsáveis pela manifestação não discutiram a entrada na igreja. “Os manifestantes entraram no local por entender sua representatividade para a população negra curitibana”, diz trecho do comunicado.

Ainda de acordo com a assessoria, o ato na igreja foi pacífico e durou apenas dez minutos. “Gostaria de ressaltar que não houve invasão à Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de São Benedito, pois ela se encontrava aberta e a missa já havia terminado”, ressaltou o vereador nas redes sociais.

Em nota, a Arquidiocese de Curitiba disse que os manifestantes do Coletivo Núcleo Periférico entraram na Igreja do Rosário no momento em que era celebrada uma missa, e “lideranças do grupo instaram a comportamentos desrespeitosos e grotescos”.

Na quarta-feira (9), durante uma sessão na Câmara de Curitiba, Renato pediu desculpas pelo ocorrido. “Algumas pessoas se sentiram profundamente ofendidas [pela manifestação contra o racismo ter se estendido à igreja] e a elas eu peço perdão, pois não foi, de fato, a intenção de magoar ou ofender o credo de ninguém, até porque eu mesmo sou cristão”, afirmou.

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