11/02/2022 às 06h46min - Atualizada em 11/02/2022 às 06h46min
Pirarucu de 90 quilos despencou do sangradouro de barragem em Guanambi


Um pirarucu de aproximadamente 90 quilos e mais de um metro e meio de comprimento foi capturado no sangradouro da Barragem de Ceraíma, em Guanambi.

Segundo moradores, peixe se aproximou da borda e acabou despencando de uma a altura de aproximadamente cinco metros. Como ocorreram chuvas nas cabeceiras no decorrer da semana, a barragem continua sangrando após pouco mais de mês de chegar à sua capacidade máxima.

Ele foi encontrado no fim da tarde desta quinta-feira (10). Como ainda estava fresco, foi levado para o Núcleo de Ceraíma, onde foi limpo e cortado. Seus pedaços foram distribuídos para mais de cem pessoas que foram até a praça do distrito para ver o peixe.

O pirarucu em questão foi introduzido em um criatório particular, no entanto, de acordo com moradores da localidade, ele fugiu há cerca de três anos, quando ainda tinha em volta de 15 quilos. De lá para cá, ele foi visto muitas vezes por pescadores e moradores das margens do reservatório. Inclusive já foi filmado várias vezes.

Considerado o maior peixe dos rios da Amazônia, a espécie pode chegar a até 200 quilos e medir três metros de comprimento. Por conta da carne que fornece, o pirarucu chegou a ser ameaçado de extinção, porém, nos últimos anos houve um aumento na reprodução em cativeiro.

Atualmente é possível comprar alevinos, peixes jovens e matrizes até pela internet. Eles podem ser criados em tanques, lagos e represas, também são usado no controle de super população de tilápias em criatórios.

Piracema

Até 28 de fevereiro, continua o período de defeso em toda a Bacia hidrográfica do rio São Francisco. Neste período, conhecido também como piracema, é proibida a pesca no rio principal, seus formadores, afluentes, lagos, lagoas marginais, reservatórios e demais coleções de água.

É permitido apenas a pesca com vara, linha de mão com anzol, caniço simples, carretilha ou molinete, com iscas naturais ou artificiais, desde que respeitada as distancias de confluências de rios e de jusante e montante de barragens.

De acordo com o Instituto Brasileiros de Meio Ambiente (Ibama), a piracema permite que o peixe complete seu ciclo de vida e dê continuidade a sua espécie. Quando esse fenômeno é interrompido de alguma forma esse ciclo é prejudicado. Por isso a importância de manter as medidas de proibição no período, bem como a conscientização de toda população – principalmente os pescadores e comunidades ribeirinhas, visando justamente a preservação.

A pesca nos períodos reprodutivos afeta diretamente o equilíbrio ecológico dos cursos d’água e a quantidade de pescado disponível nas safras das espécies, prejudicando diretamente as comunidades que dependem dessa prática para subsistência.

 

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