Guanambi: Médicos do HGG relatam atrasos de salários e temem colapso nos atendimentos
Médicos que atuam no Hospital Geral de Guanambi (HGG) relatam atrasos salariais que, segundo eles, chegam a quase seis meses em alguns contratos. Os profissionais, ouvidos sob condição de anonimato por medo de retaliação, afirmam que a situação tem se prolongado ao longo do ano e causado insatisfação e insegurança financeira.
Segundo os profissionais ouvidos, os atrasos seriam crônicos e atingiriam profissionais de enfermagem e técnicos. Um dos colaboradores ouvidos resumiu a situação: "está ficando insustentável trabalhar assim e tememos que haja pedidos de demissão de colegas e isso afetaria diretamente a qualidade do atendimento e pode sobrecarregar a jornada de quem ficar".
À frente do HGG está a enfermeira Kelly Pozzi. Em nota, a direção informou que "todos os servidores públicos e profissionais diretamente vinculados à SESAB (Secretaria de Saúde do Estado da Bahia) estão com os pagamentos em dia" e sobre os funcionários terceirizados, a direção afirmou que "não possui autonomia administrativa ou financeira para realizar o pagamento dos salários e a responsabilidade destes atrasos é da empresa terceirizada".
A população de Guanambi, temendo ficar sem atendimentos básicos, tem cobrado uma resposta e uma resolução rápida do problema. Como é o caso da moradora do Bairro Monte Azul, Ana Maria. "A gente tem ouvido comentários na cidade né, de que tem médicos sem receber, enfermeiros e outras pessoas que trabalham no hospital. O medo é que essas pessoas parem de trabalhar ou peçam para sair e a gente fique sem atendimento. E eles não vão estar errados, pois quem trabalha tem que receber e isso precisa ser resolvido", disse Ana à nossa reportagem.
A nota, no entanto, não informa prazo para a regularização dos pagamentos dos profissionais terceirizados, nem detalha quais medidas práticas a unidade tem adotado para cobrar as empresas responsáveis e resolver o problema relatado pelos profissionais. A direção limita-se a dizer que "cabe à unidade (hospitalar) o papel precípuo de fiscalização do cumprimento dos contratos e da prestação dos serviços".

