15/03/2026 às 06h22min - Atualizada em 15/03/2026 às 06h22min
Vorcaro lucrou mais de R$290 milhões em 24h com empresa associada ao PCC


Dentro de 24 horas, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro,  preso desde 4 de março por associação criminosa , comprou cotas de um fundo de investimento por R$ 2,5 milhões e revendeu por R$ 294,5 milhões a um grupo ligado à empresa Reag, investigada por suposta lavagem de dinheiro para empresas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

 

A diferença representa uma valorização de cerca de 11.470% em um mesmo dia de operação, ou seja, Vorcaro teria faturado 116 vezes o valor investido em uma única cota.

A operação ocorreu no dia 27 de dezembro de 2023, com a aquisição de cotas do ”Hans 2 Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia” por Daniel Vorcaro, que logo foram vendidas para o “Itabuna Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia”, gerido pela Reag.

Um episódio semelhante havia ocorrido meses antes. Em 31 de maio de 2023, Vorcaro comprou cotas do mesmo fundo “Hans 2” por R$ 10 milhões. Uma semana depois, em 7 de junho, revendeu por R$ 160 milhões ao “Stralo Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado I”, também controlado pela Reag na ocasião

A empresa foi liquidada pelo Banco Central em janeiro, poucas semanas após a liquidação do Banco Master, que era administrado por Daniel Vorcaro. As investigações já identificaram diversos vínculos financeiros entre o Banco Master e a Reag.

Em comunicado divulgado ao mercado em setembro de 2025, após a Operação Carbono Oculto, a Reag informou que um fundo sob sua gestão negociou CDBs (Certificados de Depósito Bancário) emitidos pelo Banco Master.

Em fevereiro, o fundador e ex-executivo da Reag, João Carlos Mansur, foi alvo de uma nova fase da operação Compliance Zero, que apura a suposta concessão de créditos fraudulentos ao Banco Master.

Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao executivo, mas ele estava fora do país. De volta ao Brasil, Mansur afirmou nesta semana, em depoimento à CPI do Crime Organizado no Senado, que o Master era apenas um cliente da gestora e negou que a empresa tenha sido usada para operações irregulares.

 - Itatiaia   

(Sob supervisão de Rayllan Oliveira)

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