05/03/2025 às 16h35min - Atualizada em 05/03/2025 às 16h35min
Chefe da SSP afirma que suspeitos mortos em Fazenda Coutos violentavam moradores e atacavam a polícia


O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, em coletiva de imprensa realizada na manhã de quarta-feira (5), avaliou a ação policial que culminou na morte de 12 criminosos durante um intenso confronto no bairro de Fazenda Coutos, em Salvador. A operação foi desencadeada após denúncias de que uma facção criminosa, fortemente armada, havia invadido a localidade e estava espalhando terror entre os moradores.

“Esses criminosos estavam atacando não só as forças de segurança, mas, acima de tudo, violentando os moradores daquela localidade. Violência pura, de terror, com a expulsão de famílias de suas casas e até cárcere privado. O terror que essas facções causam não tem limites”, afirmou o secretário, ao detalhar os detalhes da operação.

Segundo Werner, durante a ação, foram apreendidas pistolas, carregadores, revólveres, balaclavas, rádios de telecomunicação, drogas e balanças de precisão. "Foram 12 armas apreendidas, incluindo submetralhadoras e estolas. Eles estavam fortemente armados e dispostos a tudo. Tínhamos informações claras de que estavam invadindo e dominando a localidade com armas de grosso calibre. Não podíamos permitir que esse terror continuasse", ressaltou.

A operação foi iniciada após denúncias recebidas através de redes sociais, câmeras de segurança e o canal de denúncias 181, que alertaram as autoridades sobre a presença da facção na região. "A tecnologia tem sido fundamental para identificar o movimento dessas facções. O sistema de monitoramento de vídeo comprovou a chegada dos criminosos e sua invasão violenta, espalhando pânico. Eles não estavam ali para negociar, estavam ali para impor o terror", explicou Werner.

O secretário também destacou a resistência dos criminosos ao se depararem com as forças de segurança. “Quando a Polícia Militar chegou, foi recebida com tiros. Não havia alternativa a não ser enfrentar esse grupo de faccionados. Fizemos o que precisava ser feito. As forças de segurança estavam preparadas, com reforço suficiente para conter aquela situação de violência”, declarou.

Além das armas apreendidas, a operação revelou o sofrimento imposto aos moradores da região. "Eles foram espancados, expulsos de suas casas e, em alguns casos, mantidos em cárcere privado. Não podemos permitir que a violência de facções como essa siga impune", afirmou Werner, destacando que a violência já vinha sendo acompanhada pelo governo desde o início de 2022.

O secretário também enfatizou a importância das ações de inteligência e o trabalho incessante da Polícia Militar para combater o crime organizado. “Este é apenas um exemplo da nossa resposta firme. As facções podem tentar, mas vamos combater com todas as forças. Seguiremos em frente, sem recuar. A segurança da população é a nossa prioridade”, concluiu Marcelo Werner.

 

Bn@ws

 

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