16/12/2020 às 19h02min - Atualizada em 16/12/2020 às 19h02min
Operação Grande Família: Organização investigada movimentou mais de R$ 2 bilhões


Suspeita de sonegar mais de R$ 50 milhões em impostos estaduais, a organização criminosa alvo da Operação Grande Família, deflagrada nesta quarta-feira (16) (leia mais aqui), fez movimentações financeiras de mais de R$ 2 bilhões. É o que apontam investigações do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) da Polícia Civil baiana.

 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os repasses, que chamaram a atenção das autoridades, motivaram o início das apurações que culminaram na operação. 

 

Do ramo atacadista de alimentos, a empresa Cerealista Recôncavo LTDA é o principal alvo da ação. O Bahia Notícias apurou que outras seis empresas e um escritório de advocacia ligados à rede atacadista também são investigadas (leia mais aqui). São elas: Felipe Mota dos Santos Eireli, Patrimonial Santo Expedito Eireli, Atacadão Recôncavo, Loteria Recôncavo LTDA, Distribuidora Alimentos Andaia e Tonel Comércio de Combustíveis LTDA.

 

A operação cumpriu, nesta manhã, 11 mandados de busca e apreensão em Salvador e Santo Antônio de Jesus. Na capital baiana, os investigadores visitaram imóveis em bairros nobres, como Cidade Jardim, Barra, Corredor da Vitória, Horto Florestal e Alto do Itaigara. Equipes das secretarias estaduais da Segurança Pública e Fazenda e Ministério Público apreenderam aparelhos eletrônicos, documentos e joias, que podem ajudar nas investigações. 

 

Bens (imóveis e automóveis) avaliados em 21 milhões de reais também foram sequestrados por determinação judicial. Os responsáveis pelas empresas também são investigados por crimes contra o fisco estadual cometidos desde o ano de 2010.

 

“Passamos a acompanhar esse grupo a partir do mês de outubro deste ano. Entre 2012 e 2019, através de análise bancária, percebemos as transferências de grandes montantes entre os sócios, que são parentes, indicando a possibilidade de lavagem de dinheiro”, destacou a delegada Larissa Barros, integrante da Coordenação Especializada de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (CECCOR-LD), do Draco. 

 

“O padrão financeiro apresentado pelo grupo não condiz com o declarado oficialmente. Vamos aprofundar as investigações e, se caso  confirmado o crime, indiciar os envolvidos”, declarou o diretor Draco, delegado Marcelo Sansão.

 

 

Bahia Notícias

 

 

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